
Lethal Company
🤣1713
76561197967723553

Mais um dia de trabalho, temos que bater a meta da companhia. Somos 4, eu e mais 3 amigos. Vamos em direção de um planeta distante trabalhar buscando destroços para vender pra companhia. Enquanto pousávamos, compramos algumas lanternas e rádios no computador de bordo para ter mais facilidade na nossa busca. A entrega veio rápido, logo que pousamos, acompanhada por uma música divertida na qual dançamos felizes enquanto recebíamos nossos itens recém comprados. Saímos correndo, agora com uma lanterna e um rádio, dando risadas que ecoavam nesse planeta inóspito. O que poderia dar errado? Achamos uma construção e logo em seguida uma porta do que parecia ser uma fábrica abandonada. Entramos. Dentro havia apenas silêncio e escuridão. Resolvemos nos separar para conseguirmos explorar com mais velocidade e talvez encontrar mais itens de valor. Após alguns minutos andando, pego o pouco que pude encontrar esperando que meus colegas tenham feito o mesmo e, então, ouço passos pesados e um grito ao fundo. Sigo em direção ao som, correndo, e encontro um corpo envolto no que parecia ser teia de aranha. Éramos 3. Com meu coração batendo mais rápido recebo uma mensagem no rádio dizendo que estavam voltando para a nave pois não estávamos sozinhos naquele lugar. Começo a correr em direção à porta e ouço uma nova mensagem no rádio. É um grito desesperado: "ESTOU AFUNDANDO ALGUÉM ME AJUDA!". Mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa ouço pelo mesmo rádio sons grotescos de uma pessoa que não conseguia respirar, se afogando. Percebi que a areia movediça levou mais um. Éramos 2. Consigo chegar na porta com alguns poucos itens nas mãos, talvez conseguisse bater a meta. Saio, aliviado, e corro em direção à nave. Chegando mais perto ouço um novo grito pelo rádio: "ESTÃO EM VOLTA DA NAVE!" e, ao fundo da mensagem, sons de um animal grande correndo e devorando alguma coisa. Em seguida, estática no rádio. Estava sozinho agora. Perto da nave me agacho e avanço com mais calma tentando não fazer barulho. Ao redor haviam alguns monstros que pareciam cachorros gigantes com dentes maiores ainda, mas eles não parecem me ver. Consigo subir as escadas em silêncio e fecho a porta da nave, tranquilizado. Vejo sangue em volta do computador mas nenhum sinal de corpo, um rádio e uma lanterna foram deixados no chão. Me lembro que precisamos bater a meta, abandono os corpos de meus ex-colegas no planeta enquanto ligo o piloto automático da nave em direção à companhia para vender o pouco que conseguimos encontrar. Enquanto me recompunha, o scanner me mostra que o que pouco que consegui encontrar não foi o suficiente e eu sofreria as consequências por conta da incompetência de meus colegas. De repente as luzes se apagam, sirenes ensurdecedoras começam a tocar, uma mensagem é transmitida no sistema de alto falantes da nave e antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo as portas se abrem e sou jogado ao espaço... Não batemos a meta. No dia seguinte fazemos tudo isso de novo. Temos uma nova meta, mas a meta de verdade é ouvir meus amigos gritando desesperados de novo.

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Mais um dia de trabalho, temos que bater a meta da companhia. Somos 4, eu e mais 3 amigos. Vamos em direção de um planeta distante trabalhar buscando destroços para vender pra companhia. Enquanto pousávamos, compramos algumas lanternas e rádios no computador de bordo para ter mais facilidade na nossa busca. A entrega veio rápido, logo que pousamos, acompanhada por uma música divertida na qual dançamos felizes enquanto recebíamos nossos itens recém comprados. Saímos correndo, agora com uma lanterna e um rádio, dando risadas que ecoavam nesse planeta inóspito. O que poderia dar errado? Achamos uma construção e logo em seguida uma porta do que parecia ser uma fábrica abandonada. Entramos. Dentro havia apenas silêncio e escuridão. Resolvemos nos separar para conseguirmos explorar com mais velocidade e talvez encontrar mais itens de valor. Após alguns minutos andando, pego o pouco que pude encontrar esperando que meus colegas tenham feito o mesmo e, então, ouço passos pesados e um grito ao fundo. Sigo em direção ao som, correndo, e encontro um corpo envolto no que parecia ser teia de aranha. Éramos 3. Com meu coração batendo mais rápido recebo uma mensagem no rádio dizendo que estavam voltando para a nave pois não estávamos sozinhos naquele lugar. Começo a correr em direção à porta e ouço uma nova mensagem no rádio. É um grito desesperado: "ESTOU AFUNDANDO ALGUÉM ME AJUDA!". Mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa ouço pelo mesmo rádio sons grotescos de uma pessoa que não conseguia respirar, se afogando. Percebi que a areia movediça levou mais um. Éramos 2. Consigo chegar na porta com alguns poucos itens nas mãos, talvez conseguisse bater a meta. Saio, aliviado, e corro em direção à nave. Chegando mais perto ouço um novo grito pelo rádio: "ESTÃO EM VOLTA DA NAVE!" e, ao fundo da mensagem, sons de um animal grande correndo e devorando alguma coisa. Em seguida, estática no rádio. Estava sozinho agora. Perto da nave me agacho e avanço com mais calma tentando não fazer barulho. Ao redor haviam alguns monstros que pareciam cachorros gigantes com dentes maiores ainda, mas eles não parecem me ver. Consigo subir as escadas em silêncio e fecho a porta da nave, tranquilizado. Vejo sangue em volta do computador mas nenhum sinal de corpo, um rádio e uma lanterna foram deixados no chão. Me lembro que precisamos bater a meta, abandono os corpos de meus ex-colegas no planeta enquanto ligo o piloto automático da nave em direção à companhia para vender o pouco que conseguimos encontrar. Enquanto me recompunha, o scanner me mostra que o que pouco que consegui encontrar não foi o suficiente e eu sofreria as consequências por conta da incompetência de meus colegas. De repente as luzes se apagam, sirenes ensurdecedoras começam a tocar, uma mensagem é transmitida no sistema de alto falantes da nave e antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo as portas se abrem e sou jogado ao espaço... Não batemos a meta. No dia seguinte fazemos tudo isso de novo. Temos uma nova meta, mas a meta de verdade é ouvir meus amigos gritando desesperados de novo.
